VOCÊ SE ACHA UMA PESSOA SUFICIENTEMENTE INTELIGENTE PARA ESCOLHER UM GRANDE AMOR?

Você se acha uma pessoa suficientemente inteligente para escolher um grande amor? Você consegue ter clareza do que procura nos outros? Quer uma pessoa sincera, sensível, educada, antenada, liberta, cúmplice e confidente? Ótimo. Ocorre que apenas isso não te torna uma pessoa suficientemente inteligente para escolher um grande amor. A inteligência precisa acoplar a si o seu oposto. Precisamos desenvolver uma inteligência que abarque nela – também – o que a assusta. Somos infelizes no amor porque nosso amor não sabe amar o desamor. Ninguém é só amor por mim. Sofremos por amor porque nos iludimos por um amor constante e regular. Ou seja, queremos do amor só amor. Toda relação é também obscena. Todo mundo trai, porque a beleza das palavras que dizemos dizem respeito apenas ao que dizemos e nem sempre ao que fazemos. Temos que dar conta de ver amor no desamor. Nada é oito ou oitenta. É óbvio que podemos escolher, mas nunca com cem por cento de segurança. Somos – ao mesmo tempo – belos e obscenos. Nem sempre nessa sequência: somos tudo junto e misturado. Não há quem não tenha algum desamor. Ninguém é perfeito e nem imperfeito. Se o amor for uma filosofia, ele será a melhor filosofia capaz de incluir em sua lógica o equívoco e o contingente. É só vivendo essa filosofia que não sofreremos tanto por amor. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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