SER INTELIGENTE NO AMOR É SER IGNORANTE NO AMOR …

Inteligência não combina com amor. Não há inteligência sobre a vida. Por mais que a enfeitemos, nada pode cobrir suas verdades. Por mais que declaremos nosso amor, nenhuma ilusão abole o fato da nossa solidão. Ser inteligente no amor, é não ser inteligente. Ser inteligente na vida, é integrar nela o que ela tem de nada inteligente. Podemos cantar, dançar e rezar a vida e o amor. Contudo, não podemos esquecer que tudo isso – no fundo – compõe o terreno da nossa fantasia. Ainda não aprendemos a integrar o ser com o não ser. Inteligente – insistem – é aquele que prova que o não ser não existe. Inteligente – dizem – é o bonito, o rico, o famoso, o poderoso e o gostoso. Necessitamos – para alimentar nossa ilusão – de pessoas vitoriosas. A mídia sabe muito bem disso. O que seguimos como inteligência não é inteligência. Nossa maior inteligência é a nossa maior burrice. Nossa maior inteligência é que não há inteligência. Temos que ficar inteligentes para nos desprendemos da inteligência. Temos que ficar inteligentes para aceitarmos nossa ignorância. Muitos não se permitem cair essa ficha. Em algum momento eles serão desapegados: querendo ou não. Todo mundo terá que se arranjar com a verdade ignorante da vida. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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