NÃO ADIANTA ACHAR QUE ENCONTRANDO UM GRANDE AMOR TODOS OS SEUS PROBLEMAS ESTARÃO RESOLVIDOS …

Quando estamos tristes buscamos no externo uma saída para a nossa tristeza. Queremos uma explicação. Muitos se empanturram de medicamentos, grudam em alguém ou jogam suas melancolias em si na forma de doenças.

No entanto, todo viver carrega alguma dor. Não existe vida cem por cento alegre.

Nós, seres humanos, somos os únicos que carregamos conosco nossa própria finitude.

O grande desafio é o que vamos fazer com isso. Achamos que podemos viver sem isso. Ledo engano! Achamos que a religião pode resolver por nós. Não pode!

Não existe um antídoto para essa dor. Não adianta achar que o amor seria a solução. A tristeza de existir vem junto – com ou sem amor.

A questão é como tomar essa tristeza – de outro modo – que não seja ficando triste. O desafio é como tê-la sem padecer tanto.

Uma alternativa é não tomá-la o como sendo de responsabilidade de outrem. Ela é de cada um.

Dói e vai doer porque isso nos constitui.

A saída não está no pensamento, nas drogas, no amor ou nas doenças.

A questão é da ordem do fazer. Não podemos execrar essa dor. Mas, podemos fazer furos, criar sulcos ou cerzir algo sobre ela.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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