POR QUE TEMOS TANTO MEDO DE OLHAR PARA NÓS MESMOS?

Meu corpo carrega a minha verdade. É por ele que estou partindo. Deve ser por isso que o nego tanto. Como? Ignorando-o.

Meu corpo me denuncia. Meus sentimentos mais perturbadores estão grudados em mim.

Fujo de mim quando rejeito meus limites. Corro de mim quando me me abstraio e quando fantasio o que não sou. Nada disso resolve.

Meu corpo não cessa de escrever o que me espera no futuro.

Sou o que não posso me furtar. Meu corpo me diz que estou envelhecendo. É dele meu peito contraído e minha inquietude ansiosa.

Não posso olhar para mim só pelo que gosto. Não devo achar que posso viver me cobrindo de artificialidades.

Esse corpo – que tanto nego – sempre me reaparece.

Não posso dissociar meu discurso verbal do que está escrito em meu corpo. Não posso acreditar em uma felicidade etérea. Não posso ignorar achando que vou me livrar de mim.

Preciso inventar outro modo de me dizer que não me faça virar as costas para as mim.

Preciso dar conta de mim sem tomar o que sinto como algo que precisa ser execredo.

Preciso me tomar no que sou de verdade – e sem desespero.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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