SOBRE AS NOVAS FORMAS DE GOZAR …

Até bem pouco tempo, gozávamos a vida como? Resolvíamos nossos problemas existenciais tendo um ideal para viver. Esse ideal, em geral, vinha da família, da religião e do trabalho. Nesse século, essas categorias entraram em um processo de decadência. Somos mente e corpo. Sempre sobrepomos a mente. Só podíamos dar vazão ao que sentíamos, condicionando nossas emoções a uma razão, quase nunca, nossa. Parece que – agora – é a vez do corpo. Como cada corpo é único, cada gozo também é único. É impossível saber tudo desse corpo que goza. Portanto, podemos passar a vida toda gozando, que não conheceremos tudo que nosso corpo tem de gozoso. Parece que agora não é mais um tempo de se submeter mentalmente a nada. Tomamos nosso corpo como o sentido da vida. Isso é ruim? Depende. Esse gozo não pode ser sem limite. Daí, que não é possível privar tudo de algum ideal. Qual é o limite? A vida. Podemos inventar o gozo que quisermos e podemos viver o gozo que quisermos, com a condição de que não nos façamos mal e de que não façamos mal ao outro. 
Evaristo Magalhães – Psicanalista

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