TENHO QUE CARREGAR APENAS OS FARDOS QUE FAZEM ALGUM SENTIDO…

Precisamos levar a vida com menos assombro. Temos que preservar o nosso agora separando  o real do irreal.

Não podemos nos misturar ao que não é. Temos que deixar o amanhã para amanhã.

Nosso agora tem que ser mais protegido, fechado e completo.

Não posso viver fugindo do meu presente. Não posso apagar as luzes do meu quarto e ficar imaginando monstros na hora de dormir.

Não podemos negar as estranhezas da vida. Contudo, não podemos negar os fantasmas que inventamos.

Temos que nos cravar algumas certezas. Agora, só tenho meu quarto, a noite está fresca e tenho todas as condições para dormir tranquilamente.

Tenho que fechar meus circuitos com base em elementos reais. Tenho que me conter de coisas incabíveis. Tenho que dar conta de criar uma zona – minimamente – confortável para mim. Tenho que carregar apenas o que me faz algum sentido.

Tenho que viver menos do depois e mais do agora. Tenho que parar de brincar de adivinho do pior. Por que não brinco de adivinho do melhor?

Tenho que parar com essa mania de ver estranhezas onde não há.

Estou inteiro nesse momento. Não sinto nenhuma dor, não há nenhum barulho suspeito e nenhuma voz estranha. Por que insisto em ouvir sons e ver imagens que não existem? Por que não consigo sobrepor o que se passa fora ao que se passa dentro de mim?

Há – sim – o mundo com suas esquisitices. Não posso impedi-las de existir, mas posso controlar o modo como sou impactado por elas.

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