TUDO CABE NO AMOR – COM A CONDIÇÃO DE QUE SEJA AMOR …

O amor que conhecemos não pode ter o nome de amor. Só conhecemos um amor eterno, fiel, possessivo, puro e perfeito. Esse amor nunca existiu. Não existe um amor essencial. Buscamos o amor do amor: nunca o encontraremos. Buscamos um conceito fixo de amor: isso não é amor, isso é o fim do amor. Não existe uma unanimidade acerca do amor. O meu amor não é o amor do outro. O amor que penso, é muito diferente do amor que vivo. O amor é um acontecimento de amor. O amor é contingente – o que significa que ele pode ser feito de vários amores. Ele é feito – inclusive – de amores que eu nunca ouvi falar, porque o amor não pode ser uma coisa estática. O amor está mudando agora. Só amo, na medida em que estou disposto não mais mais a amar esse amor conceito, mas estou disposto a amar esse amor acontecimento, capaz de amar – inclusive – o próprio desamor. Só amo na medida em que estou disposto a experimentar novas formas de amar. O amor não pode ser uniforme, constante e regular. O amor não pode ser mais uma – dentre tantas coisas – que privam a nossa liberdade. Tudo cabe no amor – com a condição de que seja amor.Evaristo Magalhães – Psicanalista

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