NINGUÉM SUPORTA SER A CARÊNCIA DE ALGUÉM…

Ao amar, observe primeiro o que você está amando no outro. Geralmente, amamos no outro quem não somos. O outro é o nosso sintoma. Enlaçamos nele aquilo que – supostamente – curaria nossos dramas. Amamos o outro para sermos nele. É por isso que quase morremos quando nos sentimos ameaçados de sua presença. Perder o outro é como cair de um laço que nos sustentava em um abismo. Portanto, ao amar, atente-se para o que do outro você está amando. Não seja você no outro. Seja o outro em você. Vire em você o que do outro seria a solução de suas questões. Ninguém suporta ser a segurança de alguém. Ninguém suporta ser objeto da carência de alguém. Primeiro o amor a si. Depois o amor ao outro. Nada de formar UM com o outro. O amor são dois desiguais amando em suas desigualdades. Não posso amar o que do outro seria o que não sou. Só posso amar a mim na minha inteireza de ser. Só posso amar o outro na sua inteireza de ser. Devo torcer muito para que ele me ame em minha inteireza de ser. Caso ele não me ame, não me fará muita diferença, uma vez que estarei muito bem sustentado em minha completude. Evaristo Magalhães – Psicanalista

Anúncios

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s