QUALQUER MANEIRA DE AMOR VALE A PENA …

O corpo pode aparecer como prazer ou como dor. A dor a gente recalca, elabora ou sublima. O prazer a gente, extravasa, vive e goza intensamente. Temos que diferenciar – com clareza – o que é prazer e o que é dor. Pra que rimar amor e dor? Muito de prazer a cultura insiste em tomar como sendo dor. Quantas culpas por fantasias nada danosas?! Quantos medos por desejos nada nocivos. Por quantos séculos a mulher não pode se sentir e viver mulher?! Ainda é ofensivo para muitos um homem ou uma mulher querer viver seu desejo por alguém de seu próprio sexo. Nosso tempo quer trazer à tona os prazeres que não trazem nenhum dano. Nosso tempo quer devolver para os indivíduos suas aversões e seus recalques infundados. Nosso tempo quer instituir que qualquer maneira de amor vale a pena. Afinal, não é de amor que estamos falando? Nosso tempo quer fazer valer o corpo com suas infinitas possibilidades, para depois ouvir a mente com suas moralidades, porém, sem hipocrisia ou falsos moralismos. Agora é o corpo que dita. A mente só aparecerá quanto aos riscos. Só não valerá quando for para o mal. Evaristo Magalhães – Psicanalista

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