O QUE ACONTECE QUANDO O SUJEITO NÃO CONSEGUE CONTRUIR UM SABER SOBRE SI?

O comportamento destrutivo começa onde termina o saber sobre si. Não podemos nos privar de algum saber sobre nós mesmos – nem que seja uma cifra. O pedófilo não consegue elaborar nenhum saber sobre a sua sexualidade. Depois do saber, vem o ato. A droga é uma atuação sobre a falta de um saber que leva o sujeito ao desespero. Fora do saber, é só a morte. O comportamento de risco não deixa de ser uma tentativa de encontrar um limite de saber sobre a dor de existir. A ansiedade, a angústia, a depressão e o pânico, constituem a prova cabal de que o saber do sujeito sobre si está no limite. Depois disso, vem a atuação – e é impossível prever qual será o desfecho. Nosso tempo é o da ação. Todo mundo quer tudo. O imperativo é: goza de qualquer maneira! Ninguém só goza. O kit do gozar vem com uma série de riscos. O saber preenche esse vazio do gozar desmedido. O saber não impede o gozo: o saber protege da morte. O saber é da ordem do saber-fazer. Com algum saber, é seguro que daremos conta de fazer bem feito.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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