MINHA MENTE SEMPRE ME BLOQUEIA DO PRAZER QUE POSSO VIVER…

Não tenho que procurar guiado pelo meu pensamento. Tenho que procurar guiado pelo que sinto. Não posso me deixar conduzir pela minha mente. Tenho que me deixar conduzir pelo meu corpo. Sempre quando não estou bem, é porque estou me deixando conduzir pela minha mente. Nunca estou satisfeito quando me deixo levar pelo que penso: a festa nunca é esta e o amor nunca é este. Minha mente sempre atrapalha o meu gozo. Minha mente me bloqueia do prazer que posso viver. Minha mente compara. Ela sempre diz que poderia ser melhor. Para ela, nunca está bom. Nunca usufruo de nada em função desse melhor que nunca chega. Minha mente me entristece e me deprime. Minha mente sempre critica como pior o que tenho em mãos. Tenho que aprender a deixar de lado o que sonho enquanto não posso fazer de outro modo. Se posso de outro modo, não posso ficar de outro modo a outro modo a vida toda. Chega uma hora que é preciso cessar de pensar e colocar o corpo para gozar. Essa hora é agora. Posso até desejar outros lugares. Posso até sentir saudades. Porém, não posso permitir que o futuro e o passado interfiram no meu aqui e agora. Não devo desfazer do que tenho pelo que foi um dia ou pelo que ainda será. Nunca devo julgar o que tenho como frustrante. Se ainda não tenho o que quero, não devo desfazer do que tenho agora. Devo sempre gozar – de alguma maneira – do que tenho. Minha mente viaja demais. Contudo, meu corpo nunca pode ser abduzido desse tempo e desse espaço que estou agora. Não devo – nunca – deixar meu corpo enveredar por pensamentos inócuos ao que posso viver. Nada deve me tirar do meu lugar. Não importa qual. Não importa o tempo. Há uma infinidade de sensações que meu corpo pode usufruir em qualquer tempo e em qualquer espaço. Basta que eu cesse o meu pensamento e preste um pouquinho mais de atenção ao meu entorno. Basta que eu seja menos crítico. Basta que eu seja menos arrogante. Basta que seja mais doce e humilde. Basta que eu me dê conta de que esse meu momento não retornará jamais. Basta que eu me dê conta de que sou eu que estou perdendo, por não me permitir viver o meu agora com tudo o que me é permitido viver.

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