BUSQUE UM AMOR QUE TE CONSTRANJA O MÍNIMO POSSÍVEL…

Não é só a beleza. Não é só corpo, bunda ou bíceps. Quem dera! O amor exige muito mais que tudo isso para dar certo. Não somos robôs. Nos autômatos, tudo é previsível. Nós humanos, ao contrário, somos um turbilhão e de sentimentos. Não basta ter um bom papo e dinheiro. O amor é bem mais complexo. Pode ocorrer de ficarmos encantados logo no primeiro encontro e de encantarmos mais ainda no segundo encontro. Contudo, pode ocorrer de nos depararmos com certas coisinhas no terceiro – e tudo desandar. No amor, um detalhe pode fazer toda a diferença: um beijo que não convence, uma língua enrijecida, um gosto estranho na boca, um cheiro esquisito, uma conversa enjoada ou uma pegada fraca. A pessoa pode até ser bonitinha. Também pode ser engraçada. Pode ter estilo. Contudo, aquele jeito de mastigar. O barulho de engolir a sopa. O gosto musical duvidoso. Tudo isso pode estragar o que no começo era projetado como maravilhoso. Não é chatice ou frescura. Tem coisa que pega e não sai. Quantos  toleram e são infelizes. Contudo, não existe par perfeito. É óbvio que tudo pode ser conversado e negociado. Agora, se não for pra frente, evite prosseguir. Não faça vista grossa. Não relacione por compensação. Saia à francesa. Vá em busca de alguém que te constranja o mínimo possível.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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