SOBRE O PRAZER DE VIVER …

O pensamento não foi assim tão bom para a humanidade. É porque pensamos que tomamos consciência de que vamos envelhecer e de que vamos morrer. O pensamento, no fundo, acabou dando-nos de presente uma série de crateras existenciais que há mais de dois séculos não sabemos o que fazer com elas. Dizem que não saber torna-nos desejosos de querer saber. Não é uma virtude – e sim uma tortura – saber sem nunca saber ou desejar saber sem nunca parar de desejar. O pensamento coloca-nos o tempo todo no caminho de volta para a angústia. Por isso – talvez – pensar não fosse o melhor caminho para a vida boa. Viver bem – talvez – advenha de um saber-fazer que não exclua o que tenho de mais meu da minha ação. Talvez a conquista de uma vida um pouco menos frustrada estivesse na minha destreza em criar o meu próprio estilo no meu ato de fazer o que quer fosse: eu me identificaria com o que tenho de mais meu e com o outro pela via do meu prazer de viver.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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