O QUE FAZER PARA QUE SEU AMOR DÊ CERTO…

Possuímos uma infinidade de amores. Por que uma infinidade? Porque não existe um amor perfeito. O que fazer então? Não seguir nenhum amor. Melhor: criar o seu próprio amor. Adoramos receitinhas. Desde muito cedo aprendemos a escutar e a obedecer. Poucas vezes questionamos. Passamos a vida toda pulando de uma teoria a outra. Viramos papagaios de doutrinas e ideologias de todo tipo. Não deveríamos olhar para fora. Não deveríamos escutar o de fora. Tudo o que vem de fora não nasceu de nós mesmos. Tudo o que vem de fora não tem a nossa digital. Cada um tem que descobrir o seu próprio DNA de amar. Qual é o meu amor? Que amor quero amar? Só serei feliz com um amor extraído das minhas entranhas. Só serei feliz com um amor advindo do meu biológico. Meu amor não é para ser explicado. Não posso colocar meu amor em conceitos – sob o risco de ele virar apenas mais um dentre tantos amores. Meu amor é para ser vivido. Meu amor é para ser gozado. Meu amor deixará de ser meu, caso eu me fizer entender do meu amor. Meu amor é débil. Meu amor é literal. Meu amor é corpo. Meu amor não tem duplo sentido – porque vive em mim. Meu amor não ressoa. Meu amor não faz eco. Meu amor está grudado em mim.Meu amor é meu. Só eu o sinto. Só eu sei dele. Meu amor não cabe em palavras. Meu amor não é um artifício. Ele não pode ser visto. Meu amor é puro sentimento. Meu amor pulsa, treme, geme e explode de mim para mim. Meu amor é autista. Meu amor é a felicidade que apenas eu sei sentir.
Evaristo Magalhães – psicanalista

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