QUAL O AMOR QUE EU PROCURO?

Procuro um corpo que não fala. Procuro um corpo que não pensa. Procuro um corpo que não se julga. Procuro um corpo totalmente guiado pelos sentimentos. Quero um corpo livre. Quero espontaneidade. Estou exausto desses corpos blá blá blá demais. Dispenso esses seres dúbios que vagam por aí. Não quero amar mais pelo que sai da boca. Quero amar os gestos e os movimentos impensados. Cansei de ego e de superego: agora quero viver de id. Quero compartilhar ação e não abstração. Quero estar com quem chega de fato. Não quero por perto essa gente escorregadia. Quero o que não precisa ficar se justificando. Quero quem tem lugar fixo. Não quero essa história de ficar se dividindo entre isso e aquilo. Procuro gente bem resolvida. Quero síntese. Odeio a dialética. Busco o que é. Dispenso essa bobagem de ser ou não ser: eis a questão. Cansei de gente que se questiona. Agora quero quem não enxerga a um palmo do próprio nariz. Cansei de metáfora. Busco metonímia. Quero o literal. Quero quem vai direto ao ponto. Quero quem se enxerga. Quero quem se dá fácil. Quero quem se toca sem medo. Quero quem se ama. Quero quem está disposto a viver a única verdade que possuímos: nosso corpo e tudo o que ele tem de bom!

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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