O QUE FAZER COM A DEPRESSÃO?

Existe – sim – a possibilidade de retornarmos para um estado de nenhuma atividade psíquica. Existe  – sim – a possibilidade de retornarmos para um estado de total paralisia mental.

Nós – os humanos – somos a única espécie da natureza que possui consciência de suas próprias questões. Habitamos o mundo da palavra e pagamos um preço alto por não sermos compreendidos ou correspondidos. Enfim, sofremos com as perdas.

Um modo de evitar  esse tormento é anestesiar o psíquico. Algo parecido com o obeso que quase entra em coma quando come e como o alcoólatra que vive para tentar amortecer a sua dor de viver na mesa de um bar.

Somos um fio que nos puxa para o nada e somos – também – um fio que nos puxa para algum prazer de viver. O prazer é apenas uma tentativa porque não se trata de superar a dor. Não deixamos a dor de viver para trás quando gozamos a vida: ela vai junto.

Os que se entopem de coisas são os mais iludidos com a felicidade. Os mais ingênuos da alegria de viver são os menos preparados para conviver com a dor de existir – e são os que mais facilmente desistem de viver.

Nenhuma felicidade pode ser conquistada desgarrada do seu oposto. Não se trata de uma guerra feita de vencedores e perdedores. Temos que arranjar um jeito com isso. Cada um tem que descobrir o seu. É fato que nada do que colocarmos vai funcionar de forma plena. Não podemos é deixar de colocar qualquer coisa. Ao menos UM tem que ter: que seja – então – o que temos de mais genuíno.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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