SOBRE A ILUSÃO DO PODER …

Não devemos procurar pelo sentido. Se o fizermos não acharemos a resposta.

Nossas questões são muito mais complexas do que podemos imaginar. Não há uma exatidão.

Pensar não é o melhor modo de compreender. Se o fizermos, passaremos a vida toda nos mortificando sem nunca encontrar uma resposta.

A melhor forma de lidar com os conflitos é pegar uma materialidade que tenha força suficiente para esvaziar a ilusão de um problema específico. É resolver o fantasioso com o concreto. Um exemplo é chocar a materialidade do poder com o delírio do poder. No fundo, ter poder nunca fez de ninguém um privilegiado.

Tudo tem um preço. Sabemos muito bem da solidão e da paranoia dos poderosos. Sabemos também da dependência dessas pessoas por ansiolíticos e anti-depressivos. Fora que ninguém está a salvo de ser surpreendido por um diagnóstico incurável.

Somos sem explicação.

Nossa única saída é estabelecer com a vida alguma materialidade – proporcional ou superior – que a esvazie por completo de toda vaidade. Um exemplo é confrontar o poder com a efemeridade do poder.

De que vale o poder se não temos poder sobre nós mesmos?

O sentimento de pena é – também – um ótimo elemento  para esvaziarmos essa luta louca dessa gente pelo poder.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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