O QUE É O ÓDIO?

O ódio é a pretensão à verdade. Toda verdade é odiosa porque é excludente. Em tudo há um contraponto. Não pode ser amor o amor que não leva em conta a obrigação de amar. Todo absoluto é mórbido. O que torna o sexo relativo é o laço que a prática sexual faz com a vida. Ao relativizarmos, descobrimos que não podemos tudo. Temos uma infinidade de laços possíveis. Jamais podemos nos desatar de tudo. Todo racista é um desatado. Todo homofóbico é um desatado. Não há laço possível com o ódio, com o mal e a com a morte. A realidade é sempre relativa. Relativizamos nossas posições no ponto em que as enlaçamos com outros pontos de vistas. Nunca devemos dizer como se possuíssemos a verdade. A mulher nunca é apenas o que penso dela. Ao enodarmos, descobriremos que não é bem assim. Livre é todo aquele que não se escraviza em dogmas. Viver é fazer laços, uma vez que os enigmas nunca cessam. Para enxergar melhor é preciso ver o entorno. Qual laço posso fazer com um LGBT? Qual o meu ponto de conexão com ele? A sua humanidade. Qual o nosso ponto em comum? O amor e o respeito ao outro. Este é o grande nó. Posto isso – vale tudo. Qualquer nó só é seguro com a condição de que ele não seja dado com nenhuma forma de violência. Podemos dar os nós que quisermos: não podemos é achar possível enodar o nosso próximo à diminuições, preconceitos e exclusões.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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