ISSO NÃO É AMOR: ISSO É ÓDIO!

Não somos nós mesmos quando amamos. No fundo usamos nossos amantes para fugir de quem somos. Usamos nossos amores para abafarmos o que não gostamos em nós mesmos. As manifestações de carinho não são assim tão bonitinhas quanto parecem. Os jogos de sedução são na verdade jogos de agressão. O afeto é uma via disfarçada de dominação. Ninguém ama ninguém. Fingimos amar o outro. Usamos o amor do outro para camuflar quem somos de fato. Todo mundo que se diz amado no fundo está sendo usando para suprir a carência de alguém. Ninguém é amado. No fundo somos todos abusados. O amor é um crime. O amor é uma violência consentida. O amor deveria começar só depois de todo mundo dar conta de si. Gosto do outro porque não gosto de mim. Gosto do outro para que seu amor me faça sentir mais amado. O amor que temos carrega sempre algum tipo de compensação. O amor do outro supre o amor que não tenho por mim. Não sei se quando eu gostar de mim ainda terei vontade de gostar de alguém?! Não conhecemos esse amor de pessoas inteiras. Só conhecemos o amor defensivo. Só sabemos do amor carente. Só conhecemos um amor doente. O amor que temos serve muito bem para disfarçar o quanto somos egoístas. Temos que reinventar o amor. No fundo esse amor que fazemos não é amor … é ódio.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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