POR QUE BROCHAMOS?

Não deveríamos querer saber sobre sexo. O saber deveria ater-se apenas ao que possui um referente direto. Não deveríamos procurar receitinhas sobre o amor. O amor não tem um referente direto. O saber – nesse caso – só serve para dificultar amar. O saber automatiza. O saber tira a espontaneidade. O saber quebra o inédito. Sempre fracassaremos quando estivermos certos de que sabemos amar.

As palavras não são as coisas. Há uma distância absurda entre o que planejamos e o que executamos. A verdade sobre o sexo é brochante – simplesmente porque não existe verdade sobre o sexo. É um drama reiniciar tudo quando não está funcionando como programado. Nada mais brochante que interromper para começar de novo.

Não inovamos quando julgamos saber. Robotizamos quando arrogamos dominar a técnica. O sexo morre quando ganha os livros. Transar nunca pode ser desse ou daquele jeito.

O sexo começa onde termina o pensamento. O sexo começa e termina no corpo. Quem se perde, não brocha. Quem se entrega, não brocha.

Deixe suas ideias do lado de fora do quarto. Quem conta vantagem, é porque não deu conta – e precisa se afirmar para si que deu certo.

O sexo é para ser experimentado. Cada transa é única. Só gozamos, de fato, quando nos libertarmos das amarras do que sabemos sobre sexo. Só transamos de verdade quando nos permitimos sentir. O melhor do sexo é sempre fazer como se fosse a primeira vez.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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