NINGUÉM É DE NINGUÉM.

É muito bom ouvir um eu te amo. É muito gostoso ser surpreendido com uma bela prova de amor. É prazeroso demais beijar, abraçar e transar. Mesmo com tudo isto, ainda não nos sentimos seguros do amor que temos. Dedicação não é suficiente. Atenção não é garantia. Cumplicidade também não. Por que? As palavras são sempre dúbias. Não temos certeza absoluta de quase nada. É impossível reconhecer qualquer coisa por completo. Sempre carregamos uma pontinha de dúvida sobre o que escutamos de quem quer que seja. Sempre perguntamos se é verdade mesmo. Amamos com muito medo de perder – ainda quando afirmamos seguros do amor que temos. Há algo inevitável no amor. Há um fantasma podendo se tornar real a qualquer momento. Há algo que não dá para fugir e que vive ameaçando a nossa felicidade. Podemos não querer saber – por medo. Não se trata de querer ou não. Não é uma escolha. Pode não acontecer agora – ainda que esteja acontecendo para muitos. Pode não acontecer amanhã. Contudo, pode acontecer. Podemos perder quem amamos. Perder porque o amor acaba. Perder porque o outro pode partir para sempre. É exatamente este componente perecível que torna o amor tão dúbio. É por ele que deprimimos. É por ele que ficamos agressivos. É por ele que temos pânico. Perder é o risco que corremos quando amamos. Perder faz parte da vida. Temos que amar apesar desta possibilidade. Não há outro jeito. Feliz é aquele capaz do amor desprendido …

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