TOLERÂNCIA ZERO PARA A CULTURA DO MAL …

Toda maldade que pratico contra o outro pode retornar contra mim ou contra alguém próximo. Não posso descartar esta possibilidade.

Luta de fato contra a cultura da violência aquele que consegue se colocar no lugar do outro que sofre.

A maldade não pode ser banalizada. O mal nunca pode ser normalizado.

Será o fim da humanidade o dia em que perdermos a capacidade de nos constranger com o outro maltrata.

Amanhã posso ser eu o maltratado – por que não? Amanhã posso estar no lugar do outro que destrato – por que não?

A impunidade é câncer para todos. Deveria me incomodar o sentimento de que posso passar ileso das maldades que pratico.

Não sejamos cínicos: precisamos emprestar consequências para nossos atos. Alguém precisa fazer isso por nós quando  perdemos essa capacidade.

Estamos no terreno da sociopata quando as consequências do mal que fazemos não batem à nossa porta. A violência não pode ser ruim apenas para quem é violentado.

O rico precisa emprestar consequências ao que ele ostenta: alguém ostento o que falta ao outro. É seguro que ele aparecerá para cobrar.

É preciso haver punição para todas as formas de violência. O indivíduo só se sente livre para praticar a maldade quando encontra um espaço propício para tanto.

Não podemos fazer de conta que estamos punindo. Não podemos proteger o dano. Não podemos punir visando apenas ao exercício da lei. Temos que assumir todas consequências dos nossos atos. A pena só tem sentido quando submete o individualismo à moralidade. Fora isto, seremos tomados por uma sociedade – completamente – esquizofrênica.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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