Não há vida sem dor …

Deparamos com o infinito se começarmos a medir tudo. Falar é pedante. As palavras não têm fim. Temos os números e as palavras. Temos também o vazio. Se tirarmos o vazio, os números e as palavras perdem o sentido. Os números e as palavras servem para amarrar o vácuo. Ao mesmo tempo em que vamos contando e falando, vamos deixando buracos para trás. A questão é nossa pretensão de cobrir a solidão e a morte. A questão é o nosso pânico quando as palavras nos faltam. Queremos equacionar a morte. Se tirarmos a morte, a vida perde o sentido. Não suportamos o vácuo da existência. Contudo, tudo termina e recomeça nele. Em algum momento ele sairá vitorioso. A vida não é superação. A dor é uma constante. Podemos até nos iludir. Contudo, a solidão é inevitável. Precisamos enxergar a vida sob o prisma dos opostos. Deveríamos aceitar a vida como ela é. Não deveríamos crer em soluções paradisíacas. Do que não podemos explicar e nem medir só podemos fazer poesia e dar gargalhadas. Há um enfrentamento lúdico e sem tanta dor. Cada um precisa descobrir o seu. Medir não é a saída. Falar – também não. Sofrer – muito menos …

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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