A minha felicidade sou eu …

No fundo somos solitários. Somos zero ou – no máximo – um. Duvido dessa história de dois ou mais. Sempre achei curioso conjugar o verbo tu, ele, nós e vós. Pura ficção. Uma reminiscência do tempo do cordão umbilical. Não temos as pessoas. Temos instantes de pessoas. Ainda assim, não é seguro. O outro nunca é o que gostaríamos. Minha companhia sou eu. Eu com meu corpo. Eu com minhas sensações. Minhas crenças. Meus sentimentos. Minhas ideias. É o que nunca foge de mim. É o que me acompanha todo o tempo. É o que suporta meus dramas. É o que resolve meus dilemas. É o que paga as minhas contas. É o que tenho para contar. É o que tenho para fazer uso. O outro é uma miragem. Ele pode se ausentar. Quantos não se tornaram uma boa lembrança?! Não é seguro contar com o outro. Não temos garantias. Tanto é verdade que – quando as coisas complicam – todo mundo sai meio à francesa. Preciso aprender a ser só. Preciso aprender a só ser. Não devo esperar que este Post seja lido. Não posso ter isto como certo. Sofremos porque esperamos. O outro pode desistir. Pode nos esquecer. Pode nos trocar. Não devo nunca me desprezar. Só tenho a mim como certo. Sofremos quando o outro prefere a si. Precisamos fazer como ele. Precisamos aprender a preferir a nós mesmos.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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