Sobre a MORTE e o AMOR …

O que quer que façamos para nos livrar da morte será em vão. O que quer que façamos para sermos amados como gostaríamos – também – será em vão. No entanto – ainda que em vão – não podemos deixar de viver e nem de amar. O que sustenta a vida e o amor é uma fantasia de viver e de ser amado. É de uma suposição falsa que ancoramos uma verdade ou um sentido para o viver. Corremos atrás de um viver e de um grande amor que – no fundo – não alcançaremos jamais. Fazemos psicanálise para darmos conta disso. Ter esta certeza nos torna mais livres para lidar com as adversidades do viver. Também nos torna mais despreendidos para flexibilizar certos valores e ideias que nos travam para experimentamos – com mais intensidade – nossas emoções e sensações. Saber que tudo tem um fim nos torna melhores para vivermos o presente. Também nos amadurece para aceitarmos de forma resignada as certezas que nos esperam. Melhor é viver e amar da forma mais absoluta  possível. Apesar de não sermos eternos, temos uma gama infinita de possibilidades para inventar e reinventar a vida e o amor. Nenhum movimento é igual. A cada reinvenção uma nova emoção. Nunca será inteiro. Teremos que ir vivendo e amando aos pedaços. É desse modo que vamos experimentando e usufruindo da vida e do amor. Não há outro.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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3 comentários sobre “Sobre a MORTE e o AMOR …

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