Você SOFRE ou GOZA?

Há quem reserve viver o prazer apenas em certos momentos especiais. Há quem sequer sabe de seu prazer. Felicidade – para muitos – seria fazer uma grande viagem. Gargalhar só quando alguém conta uma boa piada. É um equívoco gozar a vida apenas em certas ocasiões. O prazer é – talvez – o nosso maior trunfo. Nele podemos SER inteiros. Nos perdemos no mundo quando deixamos de viver as coisas com toda a intensidade que possuímos. Pensamos muito em detrimento das sensações. Morremos um pouco cada vez que esquecemos de sentir o quanto de prazer o que estamos fazendo nos permite viver. O prazer é a única região dos nossos sentidos que ninguém pode adentrar. Só existimos enquanto sentimos. O sentido é exclusivo de quem o sente. Sentimos o tempo todo. Deveríamos usufruir – com o máximo de prazer – de todo o tempo que estamos vivos. Precisamos apenas sentir para gozar a vida. Podemos viver a felidade o tempo todo – se quisermos. Tudo pode ser prazeroso. Depende da nossa plasticidade para dar uma guinada a favor do lado bom da vida. Ninguém precisa saber o que estou sentindo sobre qualquer coisa. Posso – na minha relação com a minha fantasia – gozar de todo o prazer que ela me oferece. Posso viver todo o tesão que a boca de uma pessoa possui. O sono me oferece um prazer indescritível. Uma manhã de sol pode renovar meu espírito. Não somos o que pensamos ou o que temos. Somos o que sentimos. Precisamos fazer mais movimentos na direção dos nossos sentimentos. Seremos muito mais felizes quando nos deixarmos conduzir pelas nossas sensações. Minha identidade é a experiência do meu prazer. Gozo: logo existo.  Precisamos nos ver menos e nos sentir mais. Deveríamos tornar pleno tudo o que fazemos. Vivo tudo que posso enquanto escrevo este post. Estou inteiro nele. Não abro mão do meu prazer em qualquer lugar ou hora. Sempre arranjo um jeitinho de gozar gostoso. Sentir é pessoal e não tem conotação moral. Posso sentir tudo o que eu quiser. Ninguém manda nos meus desejos. Pode até parecer ridículo – contudo – importa se é inteiro. Não vivo enquanto penso. Vivo enquanto sinto. Cabe a mim definir a intensidade do meu gozo. A cada dia descubro mais um pouquinho dele. Qualquer dia desses levito de tanto prazer …

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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