O AMOR não pode ser uma VIA de MÃO ÚNICA …

Como encontrar a medida entre o que damos e o que recebemos? Quanto estamos recebendo? Menos do que estamos dando? Medimos o quanto somos amados pelo que recebemos em troca? Não há relação quando o casal mede quem é mais subserviente. Isto é paranoia! É mania de perseguição. Como alguém pode amar com a sensação de que está sendo explorado? Quem é muito apegado acredita que felicidade é ter alguém disposto a atender a todas as suas demandas. Amar não é levar vantagem. Não é desamor não ter tudo. Não é amor manter a relação na ponta do lápis. Lembro de um conhecido que só telefonava depois de contar quantas vezes a namorada havia ligado. Relação é troca. É compartlhar ideias, afetos e coisas. A matemática é o que menos importa na vida a dois. Amor não é bolsa de valores. É gratuidade mútua. Somos aviltados demais fora da vida amorosa. Nossos amores deveriam ser um oásis nesse mundo de competitividade. Amar deveria ser a experiência de viver com toda naturalidade e confiança. Não temos o poder de mudar o mundo. Temos o poder de transformar a nós mesmos na companhia da pessoa que escolhemos para amar. Que o amor seja nosso diferencial e nosso refúgio das dores inevitáveis do cotidiano…

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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