Afinal, por que SOFREMOS TANTO?

O que mais queremos é sempre impossível. Não dá para saber como criamos o impossível em nós. Freud dizia que ele é inato. Grande parte do nosso sofrimento se deve ao que nunca teremos. O que mais queremos não está disponível. O que mais queremos é onde mais desejamos estar. Vivemos para o que não somos. Queremos um corpo que não temos. Sonhamos com um sexo perfeito. O melhor de nós sempre acaba. Alguém sempre avisa que chegou a hora. O que imaginamos não existe. Parece que fantasiamos apenas para experimentar a dor no fim. Há um tempo para tudo. Quanta coisa gostaríamos de ter e não podemos. O esquizofrênico vive no impossível. Alguns pegam o seu impossível pela força. No neurótico o impossível é o proibido. Ele quase morre de remorso quando chega perto. Sonhamos encontrar um lugar de sofrimento zero. Deliramos com um mundo que só nos dissesse “sim”. Gostaríamos que certos momentos fossem eternos. Gostaríamos que algumas fases nunca tivessem fim. Quem dera se pudéssemos parar o tempo no ápice do prazer?! Sofremos porque nunca é. Tudo se esvai. Jamais ficaremos totalmente satisfeitos. O contentamento é o nosso único antídoto. Ser feliz apesar de …. Freud chegou a mencionar o nirvana como medida ideal entre o prazer e a dor. Nem ele mesmo conseguiu descobrir o seu.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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