Sobre PESSOAS DESPROVIDAS de INTELIGÊNCIA…

A inteligência é composta de ideias. Toda Ideia é composta de palavras. Nosso vocabulário possui milhões de palavras. Uma pessoa quando diz algo é porque escolheu determinadas palavras para compor a sua ideia. Se ela tivesse escolhido outras palavras, a sua ideia teria um sentido completamente diferente. Escolher as palavras é o que determina o sentido de uma ideia. Toda ideia tem determinado sentido que visa corresponder aos interesses de seu emissor. Toda ideia possui uma intenção por detrás. Não existe neutralidade nem quando escolhemos falar através dos números. O limite do mundo de cada um é o limite do vocabulário que cada um possui. Pode acontecer de uma pessoa que gosta de sertanejo universitário não conseguir perceber o sentido político e econômico por detrás desse fenômeno da música comercial atual. Isto é tanto verdade que, em bem pouco tempo, farão com que ela mude de ideia sobre seu gosto musical. Isso acontece com muita coisa na vida. A moda é também um ótimo exemplo. Basta revisitarmos nossas fotografias antigas. Ficamos esbabacados em como tivemos coragem de um dia termos vestido aquela roupa ou ter feito aquele corte de cabelo. Em pouco tempo estaremos rindo do que estamos usando hoje. Somos – o tempo todo – atravessados por palavras e ideias. Precisamos nos manter atentos às intenções subjacentes. O bom da inteligência é o domínio do sentido das palavras e das ideias: antes de alguém começar a falar, já sacamos para onde essa pessoa está querendo nos conduzir. Pessoas inteligentes têm autonomia sobre os discursos. Pessoas inteligentes possuem habilidade para analisar e criticar qualquer coisa. Uma pessoa inteligente sabe analisar qualquer discurso e é capaz de destrinchar o sentido de cada palavra que compõe uma ideia, para, depois, compreendê-la em sua totalidade. Uma vez inteligentes, deixamos de ser manipulados por interesses escusos. Tornamo-nos senhores de nós mesmos. O poder visa controlar as palavras, as imagens e os gestos. O poder busca controlar o acesso de populações inteiras ao domínio do sentido das palavras. Não deveríamos propiciar o acesso das pessoas apenas ao consumismo. Se a população tivesse um pouco mais de contato crítico com as palavras – provavelmente – teríamos uma sociedade menos violenta, mais questonadora e menos preconceituosa.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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