Sobre PESSOAS MAL RESOLVIDAS SEXUALMENTE…

Freud define a pulsão como estando entre o orgânico e o psíquico. O sexo é pulsão: corpo e alma, biologia e psicologia, natureza e cultura. A questão é a parte psíquica do sexo. Ou seja, as ideias que temos sobre o nosso sexo. São os famosos tabus da sexualidade. Lidar com o sexo nunca foi tarefa fácil. A cultura tenta padronizá-lo. Impossível! A realidade sempre excede aos rótulos. O corpo é infinito. Jamais saberemos tudo de qualquer coisa. Por isso mesmo, o sexo está sempre nos surpreendendo. Pena que o tememos tanto! Pior, é que na falta de conceitos, a cultura amedronta, ameaça, condena e pune. A repressão nunca funcionou. Todo recalque termina em bizarrices sexuais. Qualquer comportamento sexualmente agressivo é reativo à força de seu aparato repressivo. A história da sexualidade vem sendo contada por  períodos de intensa repressão, acompanhados de períodos de extrema promiscuidade. Encontrar um meio de viver bem o sexo depende do que se passa dentro de cada um. Como harmonizar corpo e pensamento? Podemos e devemos viver o nosso sexo. Não podemos é transformar nosso sexo em dor. Temos um limite fundamental: fazer mau a quem quer que seja. Reprimimos, ao invés de cultivar a responsabilidade. Fazemos de conta que não estamos vendo, ao invés de chamar a atenção para os riscos. Estamos fazendo tudo errado. Podemos tudo – em tese. O que não podemos é viver nosso sexo de forma destrutiva. Precisamos – urgentemente – conversar mais sobre sexo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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