O gênio FREUD…

Freud inventou o inconsciente e nunca mais o homem se viu da mesma maneira. A vida ficou um pouco mais complicada quando ele associou o inconsciente àquilo que detestamos em nós.  

Ninguém sofre conscientemente. Todas as vezes que nos sentimos desconfortáveis com nossos sentimentos, vem a culpa e a necessidade de nos punirmos. A punição é um modo de gozar do nosso inconsciente. Viramos masoquistas..

É curioso como o inconsciente atua de maneira sutil. Ele aparece e desaparece nas pessoas que oscilam de humor. Fica camuflado nos intelectualoides. É driblado nos que se acham belos. É obscurecido pelo suposto sucesso profissional.

No entanto, as pessoas bem sucedidas também têm seus inferninhos íntimos Muitas conseguem disfarçar seu lado “eu também me puno”. Este disfarce confirma que todo mundo possui algum vínculo afetivo com a sua morbidez inconsciente.

Não há quem não tenha seu momento ID. Todo mundo tem seu momento “não entendo por que faço isso comigo”. Todo mundo aprecia um stress desnecessário. Todo mundo cria situações descontroladas. Eis aí o masoquismo nosso de cada dia!!!

É assim que o inconsciente se manifesta. Isto só de vez em quando – faz parte. O problema é quando a coisa se cronifica em alguma psicopatologia. 

Sabe aquele chato que não consegue se ver como chato? É isto: ele é inconscientemente chato. Aquele intelectual que não se vê arrogante? Aquele obeso que não se vê compulsivo? Aquele inconveniente? Aquele viciado em redes sociais? Aquele que é obcecado por compras?

Na escuta analítica o masoquista passa sempre recalcando seu inconsciente. Está sempre associando sua dor à justificativas um tanto quanto nobres. Um bom gozador da dor quer o tempo todo nos sensibilizar para seus fracassos. Como aquele que estuda loucamente porque quer ser o melhor em sua área de atuação. Como a mãe que sufoca os filhos por amor. Como o amante que acredita em agressão como prova de carinho.

Para estas pessoas, de nada resolve explicar que alguma coisa não anda muito bem. O masoquista disfarça seu apreço pelo sofrimento achando que tudo vai dar sempre certo. Sempre tem uma explicação plausível para camuflar suas reais intenções. Fora que passam a vida toda repetindo seus masoquismos. Viv um certo círculo vicioso em torno do sofrimento. Apanham o tempo todo e ainda estão convencidos de que estão fazendo a coisa certa.

Evaristo Magalhães – Psicanalista

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2 comentários sobre “O gênio FREUD…

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