Sobre transar com mais de um…

VOCÊ CURTE POLIAMOR?

Precisamos tomar cuidado com certos rótulos. A realidade é sempre muito mais que o que dizem dela.

Concordo com quem condena a maldade e a violência. Concordo com quem condena a discriminação: todo preconceito deve ser combatido porque diminui e exclui com uma violência que carece de fundamento ético.

Podemos e devemos viver nossa sexualidade em todas as suas nuances – com a condição de que seja consentida e que não provoque danos.

Ampliar a intimidade pode ser muito interessante – no sentido de propiciar novas experiências de afeto.

Penso que – hoje – o poliamor já não é assim mais tanto tabu. A monogamia já não é mais a única regra. No amor, cabe muitos.

Não deveria ser um problema dividir o prazer com quantos se quiser. A questão não é a quantidade e, sim, a qualidade.

No amor, cabe múltiplos. Quem disse que amar mais de um afeta a identidade? Interfere nos sentimentos? Altera a convivência social?

O que dizer deste fenômeno? Existe uma ética sexual? Sim. Qual o limite? Qual o critério? Primeiro o desejo, depois o consentimento. Violência sexual é crime. Assédio sexual – também.

O sexo – como qualquer outra atividade da vida – não pode ser forjado. Ninguém chega ao orgasmo sob pressão. Ninguém goza obrigado. Não pode é doer. Não pode é causar danos.

O amor é a melhor ética do sexo.

Não importa com quantos se faz. Importa é a consciência. Vale o sentimento. Vale o desejo. Vale o tesão.

Amar só não pode machucar. Vale o prazer e a entrega. Vale o respeito e o cuidado. Afinal, não é amor o que as pessoas estão fazendo?

Vale o acordo entre as partes. Vale o desejo e a responsabilidade. Não há nenhum problema quando são adultos e concordam entre si. Se for por amor – só pode fazer bem. Se for livremente consentido, então, está tudo certo.

Autor: Evaristo Magalhães – Psicanalista Clínico

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Um comentário sobre “Sobre transar com mais de um…

  1. Scarlet disse:

    Ótimo texto professor, creio que a insegurança gere a dúvida em ter ou não esse tipo de relação, a parte receosa deve temer que o outro ame ou goste mais do sexo com o outro indivíduo. Foda isso se a pessoa for segura do que sente e de todos os riscos cai pesar se vale a pena… Afinal é prazer.

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