Como SERÁ AMANHÃ?

Todo ser humano possui ideias e sentimentos pertubadores. Ninguém está ileso de um diagnóstico ruim e de perder pessoas queridas. Precisamos dar um sentido para as fatalidades da vida. O melhor é aceitá-las como partes da existência. Desequlibramos emocionalmente quando resistimos em aceitar nossa condição de humanos. Não somos dotados de poderes plenos. Há forças maiores que não controlamos. Brigar contra as vicissitudes pode tornar a vida desesperadora. A luta para ser amado a qualquer custo é vã e muito desgastante. O amor só é válido quando livre. Por que temos tanta dificuldade em aceitar as adiversidades? É uma questão difícil de responder. Outra questão de difícil solução é nossa paronoia acerca do que os outros estão pensando. Não podemos controlar ou impedir o que se passa na mente dos outros. Os chantagistas vivem de forjar o reconhecimento alheio. Não temos muitas certezas. Falta-nos uma resposta crucial: de onde viemos e para onde vamos? Por que temos que morrer e quando vamos morrer? Parece que o maior desafio da vida é conseguir ser feliz sabendo destes fatos. Idealizamos o amor pleno e a vida eterna. Contudo, há um quantum de incerteza que nos é constitucional. A falta de respostas é o que nos instiga a fazer filosofia e poesia.  Muitos persistem lutando contra o vácuo. Outros paralizam e conduzem seus dias na trilha da morbidez e do medo. A questão está – inevitavelmente – colocada para todos: como será o amanhã? Como estaremos? Seremos amados? Nossa qualidade de vida dependerá da forma como a conduziremos.

Evaristo Magalhães – Psicanalista Clínico

 

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