Minha opinião sobre O AMOR POSSESSIVO…

Quando o bebê tem fome a mãe serve o peito. Quando o bebê tem carência afetiva ele simula que tem fome para ter o amor da mãe. A função da mãe é suprir a fome física. A fome de amor ninguém pode suprir. É a experiência da falta de amor que desenvolve o EU. O EU é a instância psicológica que nos situa na realidade. O EU reflete e pondera. O EU sabe lidar com o amor frustrado. O EU evita o rancor, a vingança e a morte. A mãe possessiva confundiu fome física com fome de amor. Ela supriu a fome de amor e fragilizou seu filho para lidar com as frustrações. Seu filho – agora adulto – vê na pessoa que ama a mãe que sempre lhe disse SIM. A pessoa amada passa a ser sua mãe superprotetora. Seu grande amor passa a ser também sua grande mãe ou sua mãe por excelência. O amante possessivo vive para tonar o outro um escravo de seus caprichos. Acha que é dono da vida alheia. O outro tem que viver para dizer SIM aos seus desejos. O possessivo pode surtar diante de um NÃO. Sua forma de amar não respeita a autonomia alheia e não leva em conta a diferença. É um amor grudado – quase como se DOIS fosse UM. Na ausência do outro ele se esvazia e enlouquece. A falta lança o amante possessivo no vácuo do desespero. Ele não possui mecanismos psicológicos de sustentação no vácuo. Os amores possessivos começam com pequenas crises de ciúmes. Qualquer sinal de rompimento resulta em chantagens e ameaças. Familiares e amigos precisam estar atentos aos primeiros sinais de agressividade. É preciso intervir para evitar danos maiores. Nesses casos, em briga de marido e mulher todos devem “meter a colher”.

Autor: Evaristo Magalhães – Filósofo e Psicanalista

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4 comentários sobre “Minha opinião sobre O AMOR POSSESSIVO…

  1. Cristiane de Oliveira disse:

    Minha opinião sobre amor possessivo é que para começar isso não pode ser considerado amor, pois quem ama jamais limita o outro a viver apenas para realizar o seus próprios desejos. Amar é compreender, respeitar, dividir e libertar.
    Devemos lembrar que para sermos felizes com outras pessoas temos que ter liberdade para escolher o que queremos e respeitar as escolhas do próximo.

  2. Lucas Demétrio disse:

    Bom, acredito que o amor possessivo é uma doença, talvez uma carência, uma insegurança. A pessoa que coloca o outro em primeiro lugar, antes de si mesmo precisa de tratamento. Amar o próximo, mas antes amar a si mesmo! O ciúme e a possessividade são sentimentos egoístas, que não devem estar presentes em um relacionamento, seja ele amoroso ou afetivo.

  3. Liliane Melo disse:

    Tô vivendo essa situação tudo o que fala o texto eu to passando,procuro não irrita-lo, não bater de frente pois ele não sabe lidar com a rejeição, fala que vai me matar e em seguida suicida.Não sei que o que fazer

  4. Alexandra Moraes disse:

    Eu já fui assim, e como sofria… Precisei me descobrir para sair de “vício” e venci. Hj. Vejo as coisas de forma diferente, para o bem do meu relacionamento. Tenho um amigo vivendo isso e disse que vai se casar , pois acha q. Assimo ciume da namorada vai diminuir. Fico pensando: será q. Muitas vezes o ciumento não encontra outra carente, que sustenta seu ciume? Será que algumas vezes o parceiro não gosta daquela situação, mesmo dizendo que não? Infelizmente eu perdi a minha amizade de mais de 20 anos para (agora noiva) ciumenta. Essa persa me doeu, profundamente… Já eles ( o casal), me parece bem feliz. Como não vi o mais assim (tão ciumenta), não me sinto confortável com a situação. Mas vá entender… Parece que cada chinelo velho, encontra mesmo seu pé doente…

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