O QUE O PSICANALISTA ESCUTA?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não existe perfeição. Há o que é de cada um e que ninguém sabe suprimir.

Muita coisa conseguimos ligar com outra. No entanto, há algo em nós que é totalmente solto.

Quem dera se a religião soubesse o milagre, a ciência tivesse o antídoto e a filosofia tivesse a explicação para isso?! Ou seja, isso foge à todas as regras, tratamentos e teorias. Nem mesmo a ética e a moralidade sabem o que fazer com isso.

É com isso que a psicanálise lida. É isso que o psicanalista escuta.

Portanto, somos, também, compostos desse intransitivo, contigente e impossível.

No fundo, não é das pessoas que queixamos. Queixamos é disso que esperávamos que as pessoas resolvessem por nós.

Odiamos o outro para manifestar o ódio que sentimos pelo fato de sermos isso que não sabemos.

É por isso que o psicanalista sempre nos devolve às nossas queixas. O psicanalista nos recoloca de encontro ao que não damos conta em quem somos – e que acabamos descontando em quem não tem nada com isso.

O que vamos fazer com isso? O que vamos inventar aí? É de cada um. Uma religião particular? Uma filosofia pessoal? Uma ética própria? Por que não?

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VOCÊ CONSEGUE AMAR SUAS ANSIEDADES E ANGÚSTIAS?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não podemos fazer o que quisermos. Se fizermos, certamente, seremos punidos ou sentiremos culpa.

Não sabemos tudo. Ninguém sabe quem é o pai de Deus. Ninguém está seguro de onde veio e para onde vai.

Há realmente algo de muito nebuloso sobre nosso existir.

O que fazer com isso que não podemos? Jogaremos no corpo na forma de doença? Não.

Foi porque nos disseram o que podemos que nos disseram – também – o que não podemos. Se tudo pudéssemos, não haveria a necessidade dessa diferenciação.

Foi porque nos disseram que Deus existe que, inevitavelmente, resolvemos perguntar sobre a sua origem.

Tudo que somos leva ao que não-somos.

No entanto, quanto ao que não podemos, não resolve ficar ansioso, angustiado, depressivo, triste ou melancólico. Não resolve lutar contra.

Há outro modo de lidar com esse obscuro que não seja pelo pior ou pela dor? Sim. Ao invés de fugir, sofrer, temer ou brigar, podemos aprender a aceitar isso.

Por que temos sempre que começar pelo que podemos e sabemos? Por que não fazer o caminho inverso?

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COMO RECUPERAR A SUA FELICIDADE?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não podemos tudo – e se pudéssemos seríamos esquizofrênicos.

A felicidade está do lado daqueles que possuem ao menos uma ideia do que ela seja.

Nossa felicidade é regrada por conceitos. Só sabemos da felicidade submetendo-a a uma felicidade abstrata.

O que fazer com essa felicidade que está fora de qualquer conceito? Tem como recuperá-la? Sim. Temos que abstraí-la – e sem que ela volte a se tornar uma infelicidade.

É como se fosse possível tatuar na felicidade o conceito de felicidade.

Alguém já deu conta disso? Não. É por isso que ninguém possui a verdade acerca da felicidade.

Entendo que a felicidade seria exatamente esse movimento contínuo em busca da ideia última da felicidade.

Desse modo, não é feliz que se diz feliz. Quem se diz feliz só o é pela metade.

Seremos felizes algum dia? Não sei. Temos que aguardar alguém conseguir captar abstratamente tudo da verdadeira felicidade.

Em contrapartida, jamais seremos felizes se desistirmos de procurar pela felicidade.

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TEMOS QUE AMAR NOSSAS DEPRESSÕES …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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A felicidade não é só dar conta de que se é capaz. A felicidade é dar conta de que se é impossível.

A felicidade não está do lado do que podemos. A felicidade está na capacidade de amar o que está depois do que podemos. Ou seja, amar o que não podemos.

Não podemos confundir capacidade com possibilidade. Somos capazes em muitas coisas, mas em outras, somos impossíveis.

A pessoa vigia, corre atrás, invade o Whatsapp e as redes sociais de quem ela ama. Ela acha possível controlar tudo do outro. Não é.

Somos – sim – capazes de amar. No entanto, não podemos confundir amor com posse. Isso não é amor e, sim, sufocamento e escravidão. Nenhum amor pode dar certo sem autonomia e liberdade.

Podemos até cultivar um espírito jovem. No entanto, não podemos confundir cirurgia plástica com eterna juventude. Podemos usufruir – e muito – do tempo. Não podemos é achar que dominamos o tempo.

Podemos – sim – buscar e lutar pela felicidade. Contudo, querer toda a felicidade – já não é mais felicidade e, sim, loucura pela felicidade.

Há o inevitável. Infelizmente, o tomamos como inimigo da nossa felicidade. Daí, sofremos, deprimimos, revoltamos e vitimizamos.

Como tratar esse inevitável de outro modo que não sendo o pior? Essa é a verdadeira felicidade.

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VOCÊ AMA A POSSIBILIDADE DE NÃO SER AMADO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Se fôssemos definir o amor diríamos que amar é conviver, dialogar, beijar, transar e gozar.

Quem dera! O amor não é só isso.

Chega uma hora que o outro viaja em seus pensamentos, vira para o lado e dorme, vai para o trabalho, sai para encontrar os amigos, vidra no WhatsApp etc. Isso é amor? Para muitas pessoas, não.

Estar com quem amamos é só um dos nomes do amor. E quando o outro não está conosco? E quando ele pode voltar dizendo que encontrou outro amor mais interessante que o nosso? E quando ele pode não voltar nunca mais? Que nome damos para esse amor?

É por isso que as pessoas sofrem por amor. É por isso que muitos se matam por amor. Só sabemos de um amor. Só sabemos amar um amor.

Para não sofrermos, temos que dar conta de amar esse amor que pode deixar de ser.

TODA FELICIDADE É SADOMASOQUISTA …

Não é possível ser feliz sem dor. Não sabemos e não podemos tudo.

O que fazer com o que não sabemos e com o que não podemos? Não temos outra alternativa. Temos que amar o que somos em ignorância e impotência. Temos que amar o que nos dói.

Vivemos em uma luta suicida pela sabedoria e pela riqueza. Quantos não utilizam a inteligência e a conta bancária como meios de sedução?

Vivemos para fugir do que nenhum intelecto e nenhuma posse pode nos livrar. A questão é que insistimos em lutar mesmo quando blefamos: inventamos compulsões, somatizações, angústias e depressões para fugirmos disso que negamos em nós.

Só sabemos ir do um para o dois, para o três e para o quatro. Quanto mais sabemos, mais queremos saber. Quanto mais temos, mais queremos ter.

Não somos insatisfeitos. Não é de falta que se trata. Trata-se de fuga, medo e covardia.

Quem disse que enlouqueceremos se voltarmos para zero ou para antes do zero? Não enlouqueceremos. Muito pelo contrário, tudo deveria começar por aí. Toda a nossa felicidade está aí.

Para nossas dores físicas, podemos buscar tratamento. Agora, para nossas dores existenciais, não adianta entrar em pânico ou surtar. Não há saber para a existência. Não há objeto que a tampone.

É por não conseguirmos falar ou cobrir nossas dores de existir, que só nos resta vê-las, tomá-las e carregá-las como sendo nossas.

Se nos for possível amá-las, melhor ainda!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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MUITO CUIDADO: TODO AMOR É UMA GRANDE ILUSÃO!

Por que apaixonamos? Por que enxergamos em alguém a possibilidade da nossa felicidade? Por que juramos amor eterno? Por que fazemos isso? Porque acreditamos que o amor pode nos livrar das nossas certezas. Não pode! Apaixonamos e amamos porque essa é a única forma que temos de ludibriarmos o que somos de mais enlouquecedor.

Todo amor é virtual para camuflar o que do amor é real.

Não é o outro que amamos. Quando amamos, apenas usamos o outro como tampão do que não suportamos em nós mesmos.

Ninguém briga ou mata por amor. Não é o amor que é trágico. É a existência que é trágica. Apenas projetamos no amor o que não conseguimos viver na realidade. Não aceitamos que o amor nos traga de volta ao mundo real. Agredimos o outro-amado, mas, na verdade, estamos é nos agredindo por não aceitarmos que não estamos seguros de ter ninguém.

A revolta não é contra o amor. A revolta é contra o fracasso da ilusão do amor.

Queremos tornar virtual o que é real. No entanto, há algo do real que nenhuma virtualidade suplanta.

Inventamos o amor, os carrões, as mansões, as academias e as plásticas como antídotos para quem – na verdade – somos e negamos.

Nenhuma felicidade pode suplantar a realidade da vida.

Todo amor tem que ser – também – algum amor pelo que do amor não é amor.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE SÓ OS ATEUS SÃO FELIZES?

Começamos a morrer porque carregamos a morte – tanto em nosso físico quanto em nosso psicológico – desde o dia em que demos o primeiro respiro.

A angústia nunca é só porque estamos envelhecendo. A angústia nunca é só porque sofremos traumas e perdas ao longo da vida. A angústia nunca é só porque a sociedade é desigual, há muito egoísmo, intolerância e arrogância.

Essa angústia que carregamos tem algo mais para além da nossa história familiar, social e relacional. A maior cota dessa angústia é existencial. Portanto, ela é incurável. Não adianta fazer regressão ou se entupir de antidepressivos. Ela nos constitui.

É em função dessa angústia que as pessoas enlouquecem, entram em pânico ou depressão. É para essa angústia que as pessoas buscam a religião. No entanto, nada e nem ninguém pode fazer qualquer coisa por nós quanto a isso.

O que é ser ateu? É dar conta de lidar com essa angústia sem nutrir nada que possa nos iludir de podemos passar sem ela. É dar conta de olhar para ela sem desespero ou pânico. É dar conta de usufruir da vida carregando ela junto.

Essa angústia não pode doer, pesar ou incomodar. Ela dói, pesa e incomoda – exatamente – porque inventamos e cremos em forças que poderão nos livrar dela. Muitos enlouquecem, entram em pânico ou depressão porque criam armas para lutar contra ela que, sabemos, no final, serão todas derrotadas.

Toda religião é uma luta inócua contra um fim que é inevitável para todos. Todo religioso é perturbado porque vive iludido de que poderá vencer o invencível.

O melhor mesmo é ser ateu. É dar conta de usufruir de tudo olhando de forma tranquila para a sua própria angústia – e sem entrar em uma luta suicida contra ela.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE AS PESSOAS SURTAM POR AMOR?

Achamos que o amor pode ser só amor – tanto que juramos amor eterno. Achamos que a vida pode ser só vida – tanto que inventamos a ressurreição.

O amor não é só amor e a vida não é só vida. Nada é uma coisa só. Tudo é contingente. Tudo é infinito.

Ao perguntarmos pelo sentido, cairemos no infinito do sentido do sentido.

É quando a vida nos dá sinais de seus enigmas que entramos em pânico ou surtamos.

Contudo, o amor não é só ilusão. Amamos, abraçamos, beijamos e transamos. Isso tudo é muito bom – e é real. Com isso, sabemos lidar muito bem.

A questão é quando queremos fazer possível o impossível do amor. Ou seja, queremos que amar seja só amar. Queremos que a vida seja só vida. Não é. Nunca será.

Há um estranhamento em amar e em estar vivo. Há algo no amor que não podemos tocar como quando abraçamos, beijamos e transamos com quem amamos.

Quem dera se amar fosse só abraçar, beijar e transar?! Chega uma hora em que o outro vira para o lado e dorme. Chega uma hora em que – mesmo estando ao nosso lado – ele se perde em seus pensamentos. Por que ele não tira olhos do seu WhatsApp? Será que ele foi direto para casa? Será que ele está no trabalho agora?

Sobre o amor sabemos muito bem. O que não sabemos é do que não controlamos no amor. É por isso que tantos surtam. Só nos ensinaram sobre um amor de superfície. Falta-nos aprender o que do amor beira à loucura!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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