NÃO SOU NEM DO BEM E NEM DO MAL …

Em tudo há alguma obscenidade. A lei é uma coisa boa? Sim. No entanto, chega uma hora que cansa só obedecer.

Cansa seguir uma mesma dieta e cansa só transar papai e mamãe.

Não deveríamos caminhar em direção a nenhuma verdade. Só a verdade – também – enjoa.

Ao impormos qualquer coisa – seguramente – teremos que nos preparar para a experiência do pior.

Toda pureza leva a alguma impureza. O adolescente promíscuo só se envolve em orgias porque sua mamãe – toda certinha – lhe serve de ponto de exceção, de garantia externa.

Sem perversão nenhum almofadinha se sustenta. Sem os prostítulos as famílias mais tradicionais explodiriam.

Toda objetividade excessiva incita para uma subjetividade desregrada. Desse modo, a melhor saída não é ficar do lado da submissão à lei que – necessariamente – conduz à sua transgressão.

É por isso que não me ligo à nada que se apresenta como verdadeiro. Não quero pagar o preço do risco de enlouquecer. Prefiro habitar o lado onde tudo falha. Prefiro nunca tomar qualquer verdade como absoluta.

Todo extremo – para o bem ou para o mal – é pulsão de morte!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
Atendimento por vídeo chamada pelo WhatsApp: 31 996171882
Instagram: @evaristo _psicanalista

NÃO EXISTE O BEM E NEM O MAL …

Em tudo há alguma obscenidade. A lei é uma coisa boa? Sim. No entanto, chega uma hora que cansa só obedecer.

Cansa seguir uma mesma dieta e cansa só transar papai e mamãe.

Não deveríamos caminhar em direção a nenhuma verdade. Só a verdade – também – enjoa.

Ao impormos qualquer coisa – seguramente – teremos que nos preparar para a experiência do pior.

Toda pureza leva a alguma impureza. O adolescente promíscuo só se envolve em orgias porque sua mamãe – toda certinha – lhe serve de ponto de exceção, de garantia externa.

Sem perversão nenhum almofadinha se sustenta. Sem os prostítulos as famílias mais tradicionais explodiriam.

Toda objetividade excessiva incita para uma subjetividade desregrada. Desse modo, a melhor saída não é ficar do lado da submissão à lei que – necessariamente – conduz à sua transgressão.

É por isso que não me ligo à nada que se apresenta como verdadeiro. Não quero pagar o preço do risco de enlouquecer. Prefiro habitar o lado onde tudo falha. Prefiro nunca tomar qualquer verdade como absoluta.

Todo extremo – para o bem ou para o mal – é pulsão de morte!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE SOU UM PECADOR?

Somos inocentes quando nos apegamos a uma verdade. Não existe a sociedade que sonhamos, não existe o amor que desejamos e, ninguém que morreu, voltou para nos assegurar da existência do paraíso.

Portanto, inocência é viver sob a égide de ideologias, teorias ou crenças que, se as questionarmos, não chegaremos a lugar nenhum. A utopia é um lugar que não existe, ninguém possui um conceito definitivo acerca dos sentimentos e não existe o Deus de Deus.

Somos pecadores quando nos abstraímos de todas as ditas verdades e passamos a enxergar tudo como sendo nada. Ou seja, passamos a construir nossos sentidos – especificamente – a partir do que a vida nos apresenta em toda a sua imprevisibilidade.

Inocente é aquele que se diz dono da verdade. Pecador é aquele ateu de todas as verdades. O inocente – seguramente – terá que se haver com a depressão porque não existe, na prática, a verdade que ele tanto idolatra.

O pecador nunca entra em depressão porque sabe o que fazer com sua angústia – uma vez que a verdade que ele constrói só vale para a situação que ele acabou de vivenciar. Ou seja, o pecador não teme o nada.

O inocente vive de camuflar sua existência com suas supostas verdades. É por isso que – dificilmente – ele retorna igual depois que entra em desespero.

O pecador encara a contingência de sua existência. Ele nunca cai em angústia porque esta é uma constante em sua vida. Ele opta por ir enfrentando a vida em cada uma de suas complexidades. Para ele, o sentido não é anterior ao acontecimento. Par ele, o sentido é construído a partir da singularidade de cada situação.

Eu prefiro ser pecador!

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE NÃO GOSTO DE FANATISMOS?

Ninguém sobrevive sem alguma crença. No entanto, muitos vivem suas crenças de modo doentio. Ou seja, colocam-se como meros objetos destas.

Ninguém é uma tábula rasa ou uma folha em branco. Partimos sempre de algo que nos é anterior para sermos agora. Contudo, não precisamos repetir esse anterior como sendo única verdade de tudo.

Há o anterior. Mas, há também o meu momento e a minha singularidade. Desse modo, não devo me subjugar ao que me foi dado como se eu não existisse em meus próprios desejos e vontades. Isso não é liberdade. Isso é fanatismo e loucura.

A vida hoje não pode ser uma mera repetição de ontem. O que está sendo não é igual ao que já foi. Precisamos nos desgarrar do passado e tomar o agora em sua particularidade própria – e fora de qualquer universal.

Precisamos compreender a lacuna que o presente está nos escancarando e trabalharmos em cima dela.

Fora isso, repetiremos eternamente a derrota. Fora isso, faz-se necessário sairmos do terreno da objetividade e irmos para o terreno da subjetividade. Ou seja, estamos utilizando crenças – que hoje não fazem o menor sentido – apenas para gozarmos do nosso masoquismo.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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POR QUE SOMOS TODOS ASSEXUADOS?

Sexo quer dizer ligação. Nesse caso, assexuado quer dizer o que é sem ligação. É nesse sentido que somos todos assexuados.

Quem dera se ligação fosse só ir para a cama com alguém. Não somos só instinto.

Algumas coisas – para funcionar bem – precisam fazer sentido. Desse modo, no sexo, não basta que a ligação seja só física.

Sexo não é só química! Quem dera!

Nunca atingiremos cem por cento de ligação com quem quer que seja. Somos seres de linguagem e, por isso mesmo, não existe um aparelho que possa nos assegurar da sinceridade do que o outro está falando e sentindo.

Outra pessoa pode estar excitando – na fantasia – o seu parceiro enquanto você acha que está arrasando com ele.

É essa angústia – de nunca poder estar certo do outro – que é sem ligação.

Quem amamos pode nos dizer de seu amor um milhão de vezes. Contudo, jamais saberemos – com exatidão – se esse amor é mesmo verdadeiro como gostaríamos.

É por isso que os bichos não sentem angústia. Os animais não necessitam dessa ligação – a mais e impossível – para copularem.

Nós – humanos – não existimos sem ela – e temos que dar conta de gozar com ela.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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VOCÊ DESEJA A SUA VERDADE?

Não existimos sem desejar. No entanto, não existimos se só desejarmos pessoas, ideias e coisas.

Precisamos buscar suprimir o que nos falta e, ao mesmo tempo, desejar a própria falta.

Quem dera se fôssemos só o que amamos, pensamos e adquirimos. Somos – também – o que nada disso tampona.

Temos que dar conta de ser com isso.

Cultivamos nossos amores, defendemos nossos pontos de vista e trabalhamos para engordar nossa conta bancária. Porém, precisamos ter forças para desejar o que está depois de tudo isso. Ou seja, precisamos ser fortes para enfrentar o nada.

Infelizmente, nos iludimos de que a vida se resume apenas ao que podemos realizar. Há o irrealizável. Somos – também – o que está na contramão de tudo o que realizamos.

Chegará uma hora em que isso se apresentará – independentemente da nossa vontade. Reagiremos bem se tivermos cultivado – com tranquilidade – esse nosso vazio. Agora, caso não o tenhamos feito, seguramente, sofreremos muito.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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NINGUÉM É SÓ BONITO …

Na base de toda felicidade há uma infelicidade. A infelicidade ao mesmo tempo que faz doer, faz – também – buscar uma felicidade que camufle essa dor.
Toda alegria só é possível porque existe uma tristeza para fazê-la existir.

Não é possível pensar amor e desamor como opostos. O desamor não desgruda do amor – mesmo quando o impulsiona. O desamor vai junto com o amor – mesmo quando é para nos livrar dele.

Não faria o menor sentido continuar desejando a alegria se fosse possível superar a infelicidade com a felicidade. Uma não existe sem a outra.

Valorizamos mais o prazer que a dor. Colocamos o prazer em um patamar superior ao desprazer. É por isso que sofremos.

A satisfação não é superior ao sofrimento. Não existe superação. A dor vai junto do que ela – supostamente – visa eliminar.

É por isso que nenhuma alegria é completa. É por isso que mesmo os casais mais amorosos – também – brigam. É por isso que – mesmo quando é uma escolha – chega um momento em que até a solidão enjoa.

Não é cansaço, briga e nem enjoo. A alegria em excesso cansa, os casais brigam e a solidão enjoa porque nos iludimos que podemos fazer da vida um lado só. Não podemos!

Não é a beleza que nos faz continuar lutando. O que nos move é a feiúra. Não podemos tomá-la como angústia, ansiedade e pânico. Nada somos sem ela.

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QUAL É A VERDADE DO AMOR?

Achamos que a verdade do amor é o beijo, a pegada e o sexo. Não é. Tudo isso passa.

A verdade do amor é quando o outro vai embora. É quando não temos certeza se ele foi mesmo para casa, para o trabalho ou para a academia. Isso nunca passa.

Nenhum beijo, pegada ou sexo é igual. No entanto – para todos os amantes – é idêntica a angústia de não saber com quem o outro tanto conversa pelo whatsapp e o que ele tanto visualiza no instagran e no tiktok.

A verdade do amor não é o que vemos, ouvimos e tocamos. A verdade está depois de tudo de físico que experimentamos no outro.

É fácil amar quando tudo está sob nosso controle. Difícil é não se desconpensar quando quem amamos se despede e esquece de avisar que chegou em casa.

A verdade do amor não é a singularidade dos encontros e, sim, a insegurança que é sempre a mesma depois das despedidas.

A verdade do amor não a presença e, sim, a ausência. Somos capazes amá-la?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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O QUE É SABER DE SI?

Ninguém consegue se conhecer para o futuro. Só conseguimos nos conhecer depois que já acontecemos.

Impossível saber o que virá. Desse modo, é impossível saber de si – sequer – para daqui a pouco.

Talvez não faça muito sentido querer saber de si – uma vez que o que estamos sabendo de nós – agora – de nada vai valer para o que saberemos de nós no próximo minuto.

Em se tratando de autoconhecimento não existe para sempre. Zeramos quem somos no exato momento em que terminamos de ser.

É o que não sabemos que nos angustia e nos desespera.

Achamos que se conhecer é olhar para trás. Olhamos para trás porque tememos olhar para frente. Para frente somos nada. Inventamos a introspecção para fugirmos da angústia do que nada e nem ninguém pode fazer qualquer coisa por nós.

Terminamos de nos conhecer – e caímos em um abismo. De que adianta se arrogar da verdade sobre qualquer coisa se daqui a pouco pode acontecer algo que nada dessa verdade pode servir?

A verdade de si é a capacidade de não enlouquecer diante do fato de que não existe verdade de si.

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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QUAL É A VERDADE DO AMOR?

Achamos que a verdade do amor é o beijo, a pegada e o sexo. Não é. Tudo isso passa.

A verdade do amor é quando o outro vai embora. É quando não temos certeza se ele foi mesmo para casa, para o trabalho ou para a academia. Isso nunca passa.

Nenhum beijo, pegada ou sexo é igual. No entanto – para todos os amantes – é idêntica a angústia de não saber com quem o outro tanto conversa pelo whatsapp e o que ele tanto visualiza no instagran e no tiktok.

A verdade do amor não é o que vemos, ouvimos e tocamos. A verdade está depois de tudo de físico que experimentamos no outro.

É fácil amar quando tudo está sob nosso controle. Difícil é não se desconpensar quando quem amamos se despede e esquece de avisar que chegou em casa.

A verdade do amor não é a singularidade dos encontros e, sim, a insegurança que é sempre a mesma depois das despedidas.

A verdade do amor não a presença e, sim, a ausência. Somos capazes amá-la?

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