EU ADORO O NADA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Criamos nomes e números para os dias da semana, meses e anos. Daí, inventamos que temos uma idade. Ontem éramos assim, hoje não somos mais e amanhã, provavelmente, seremos bem diferentes. Criamos tudo isso para termos a sensação de que viver faz algum sentido. Ou seja, viramos dependentes da mudança. Viramos viciados por novidades.

Por que viramos dependentes do movimento? Por que olhamos tanto para o Whatsapp? Por que estamos ensandecidos para que alguma coisa aconteça? Porque é pelos acontecimentos que criamos uma borda para o vazio que somos. Se nada acontecer, ficamos sem rumo. A vida perde o sentido. Ficamos sem sem nada saber – na vertical e na horizontal da vida.

O que fazemos e o que faremos é o que nos protege do que está depois – e que não sabemos – do que temos a nossa frente e ao nosso lado. É por isso que não podemos parar nunca.

No entanto, a vida pode parar. Nada pode acontecer. Estamos terminando o que temos e não temos outra coisa para ligar com isso que está no fim. Contudo, para muitos é desesperadora essa sensação de ter que caminhar no nada – sem nada para pensar e sem nada para fazer.

Os orientais sabem que é exatamente nesse vácuo que está a verdade da vida.

Nós, ocidentais, ao contrário deles, inventamos o pânico e a depressão quando estamos diante disso.

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VOCÊ É VOCÊ OU É OS OUTROS?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Ao nascermos, partimos do que os outros fizeram para construirmos quem somos.

Mesmo vendo as pessoas infelizes, depressivas e revoltadas, seguimos a mesma cartilha delas em busca da nossa felicidade.

O máximo que conseguimos é aprimorar o já feito. Acreditamos que podemos tapar os buracos de uma evolução que não vem dando certo. Mais repetimos que inovamos.

Não inovamos porque não partimos de nós mesmos. Carregamos o mesmo drama do primeiro humano que chegou aqui. No entanto, preferimos nos agarrar às ficções que foram inventadas a partir dele, do que abrir de tudo e começar do zero.

Temos o zero. Não sabemos de onde viemos e nem para onde vamos. Vamos envelhecer e vamos morrer. Nesse sentido, em nada diferenciamos dos nossos antepassados. Contudo, permanecemos repetindo as mesmas ferramentas utilizadas por eles no enfrentamento de seus dramas existenciais. Desse modo, jamais avançaremos. Ou seja, permaneceremos infelizes, depressivos e revoltados.

Para sairmos dessa bola de neve, precisamos abrir mão de toda essa parafernália e retornarmos ao ponto de onde a humanidade pouco avançou.

Precisamos retornar ao que nada somos e inventar quem somos a partir daí.

Temos coragem? É o que a psicanálise nos convida!

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TENHO PREGUIÇA DE GENTE QUE SE ACHA …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Somos o vazio. Não sabemos de onde viemos e para onde vamos. Vamos envelhecer e vamos morrer. Isso tem solução? Não.

Infelizmente, vivemos em cultura que vende a ideia de que podemos suplantar esse vazio que somos.

Quantos não se acham imortais só porque se vêm bonitos? Quantos não se acham completos só por suas contas bancárias?

A mídia vende uma mentira quando veicula imagens de pessoas totalmente felizes associadas a carrões, mansões, iates e dispositivos eletrônicos.

Somos o vazio – e tudo o que temos apenas bordeja isso que somos. O que somos e temos é só a parede de um grande pote oco. Nunca atingiremos o cerne do pote.

Nesse contexto, não existe uma borda melhor que a outra. O vazio é igual para brancos e negros, lgbts e héteros, homens e mulheres, ricos e pobres. Tanto que tem milionário que não sobrevive sem antidepressivo.

Não estou dizendo, com isso, que não é válido ter um bom carro ou uma boa casa. No entanto, o que está em questão aqui é o sentido que se dá aos bens que se tem.

Engana-se quem se arroga melhor por qualquer coisa.

Quanto a existir, dinheiro nenhum resolve. O fim é igual para todos.

A melhor borda é atrelar a humildade ao que se tem e ao que se é!

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COMO FAZER SEU CASAMENTO PERSEVERAR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Ao nos relacionarmos, precisamos nos perguntar o que quem nos ama quer de nós. Ao nos fazermos essa pergunta, descobriremos que somos apenas uma parte da vida de quem amamos.

De modo geral, os relacionamentos não duram porque os casais se iludem de que um pode ser tudo para o outro. Como podemos ser tudo para o outro, se nem ele mesmo consegue ser tudo para si?

Precisamos nos dar conta de que os conceitos estão sempre aquém da realidade. O que é o amor? Jamais saberemos. É por isso que não podemos nos deixar guiar pelo que pensamos sobre o amor.

Podemos amar? Sim. É muito bom amar. No entanto, podemos viver um casamento de uma vida inteira que jamais estaremos seguros do amor do outro por nós.

O outro é um poço de mistério. Nunca saberemos – ao certo – o que está se passando dentro dele. Tudo do mundo o adentra no que ele vê, ouve, toca, sente e saboreia. E dentre tudo o que ele vê, ouve, toca, sente e saboreia, sempre é possível que ele encontre um amor mais amável que o nosso.

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POR QUE PARECE QUE AS PESSOAS ESTÃO PERDENDO O CONTROLE?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Conduzimos nossas vidas pelas palavras. O que nos faz continuar? Cremos que sempre encontraremos uma palavra para colocar depois da outra. A vida perderá completamente o sentido o dia em que não dermos mais conta de fazer esse movimento.

O depressivo só consegue enxergar o vazio depois da última palavra que deu conta de pronunciar. O esquizofrênico só enxergar coisas diabólicas e o perverso só enxerga violência e dor.

É preciso o silêncio para que o som exista. As pessoas geralmente procuram um psicanalista porque estão com alguma dificuldade de produzir sons em seus próprios vazios. O psicanalista oferece o seu silêncio para que esse som emerja.

É preciso roer o osso desse vácuo. É preciso ir e voltar nesse nada. O interessante é nenhuma volta é igual a outra. Sempre é possível produzir algum furo, rasgo, traço ou cerzido. Em algum momento, esses indícios virarão palavras.

O que não podemos é deixar de buscar!

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POR QUE AS PESSOAS SURTAM POR AMOR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Não podemos amar para resolver – no outro – questões que são nossas.

De modo geral, amamos porque não nos bastamos. Desse modo, buscamos em alguém isso que nos falta. O que nos falta? A resposta é de cada um. É por isso que não podemos buscá-la fora de nós mesmos.

É porque não existe um objeto supressor disso que não somos, que perdemos o limite no amor. Enlouquecemos porque elegemos o amor como a solução de um problema que não é dele.

Ninguém quer se enfrentar no que não é. É por isso que as pessoas se viciam em álcool, drogas e no amor. Querem a todo custo um objeto que suplante o vazio que não suportam em si. Daí, colocam na cabeça que o amor pode ser a salvação que tanto almejam. Não é. No entanto, não querem nem saber. Insistem no amor como um dependente químico que não se suporta sem sua droga – e fracassam. E a cada fracasso, mais possessividade, mais perseguição, mais chantagem e mais loucura.

É por isso que no amor é imprescindível que, primeiro, aprendamos amar a nós mesmos.

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ALGUÉM SABE AMAR?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Quando alguém nos diz de seu amor, logo achamos que todos os nossos dilemas estarão resolvidos. Não estarão! Arranjamos outro problema quando alguém nos declara seu amor. Qual é o tamanho do amor do outro por mim? Será que darei conta de corresponder a este amor? Enfim, qual amor o outro quer em troca do amor que ele diz ter por mim?

A mãe que ama seu filho, na verdade, o ama como sendo a solução de todos os problemas dela. Esse é o nosso grande trauma. Chega um momento em que todos os filhos terão que dizer para as suas mamãezinhas que não poderão ser o amor que elas esperam deles.

No entanto, os filhos saem pelo mundo repetindo com seus amores essa mesma marca deixada – neles – pelo amor de suas mamães. Ou seja, buscam no amor a solução para questões suas que nada dizem respeito ao ato de amar.

É por isso que jamais saberemos qual amor o outro quer de nós quando diz que nos ama. Não saberemos porque não temos o poder de amá-lo naquilo que ele mais deseja.

Foi por isso que inventamos Deus. Só um ser divino para nos amar naquilo que mais esperamos do amor.

Aqui na terra, vamos amando como podemos!

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O QUE A PSICANÁLISE TEM A DIZER SOBRE O FASCISMO?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Nascemos como sendo o objeto do amor incondicional de nossas mamães. Elas nos tomam como sendo o tudo delas. No entanto, precisamos sair dessa condição para sermos nós mesmos.

Teremos que perder nossas mamães. É essa perda que muitos não suportam.

É óbvio que crescemos, estudamos, namoramos, casamos e trabalhamos. Isso significa que conquistamos nossas liberdades em relação ao útero de onde viemos? Não.

Esse ideal de completude pode aparecer em outros aspectos do nosso existir. Ele aparece na fé fanática do religioso. Aparece no autoritário que não abre mão – por nada – de suas verdades. Aparece no racista, homofóbico e misógino quando nega o diverso.

Depois que rompemos com nossas mamães nada mais será completo porque adentramos no eterno mundo do contingente e do contraditório. É isso que muitos não dão conta e querem trazer suas mamãezinhas de volta na invenção de um fantasioso útero composto só por ricos, brancos, héteros e machos.

Não existe democracia sem divã!

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VOCÊ DESCONTA NOS OUTROS SUAS FRUSTRAÇÕES PESSOAIS?

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Somos o vazio. Durante séculos a humanidade acreditou ser possível preenchê-lo com os objetos da cultura. Hoje, sabemos que nada é capaz de ocupá-lo. Ou seja, não é mais possível uma ética que diga o que podemos e devemos fazer com isso. O vazio é de cada um – e cabe a cada um criar sua própria ética em torno dele.

É dessa invenção – sobre quem não somos – que não estamos dando conta.

Não existe a menor possibilidade de alguém amar, trabalhar e tentar mudar o mundo sem que, antes, tenha dado alguma dignidade a esse vazio que é seu.

Todo o ódio e toda revolta que externamos deve-se – em alguma medida – a isso que negamos em nós mesmos.

Toda a raiva que sentimos tem – sim – um componente projetivo disso que não temos resolvido conosco.

Não podemos negligenciar esse aspecto pessoal presente nos racistas, misóginos e homofóbicos.

Descontamos no outro quando não damos em nós mesmos. É como se o outro funcionasse como uma espécie tampão disso que somos e que não suportamos.

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TEM GENTE QUE AINDA NÃO APRENDEU A EXISTIR …

Evaristo Magalhães – Psicanalista
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Você é uma pessoa irritada? Reclama de tudo? Briga por qualquer coisa? Não se sente feliz com uma boa comida? Não se alegra com uma boa conversa? Vive agitada, angustiada e ansiosa? Tem problemas com sono? Não agradece pelo dia que nasce?

Realmente, você não está sabendo existir.

O que é saber existir? Quem está frustrado, infeliz, inquieto e angustiado com a vida, precisa, em primeiro lugar, nomear isso que está lhe tirando toda a sua alegria de viver.

É normal uma pessoa ficar triste quando liga a televisão e toma ciência das mazelas da realidade brasileira. No entanto, quando essa tristeza toma tudo em sua vida, aí a questão já não é mais do Brasil e, sim, dela.

Não somos apenas seres sociais e corporais. Há fenômenos que nos atravessam e que nem a biologia e nem sociologia pode nos dizer qualquer coisa a respeito.

Esses fenômenos são nossos. No entanto, estão além do que pensamos, dizemos e sentimos. Estão além do que deixamos transparecer de normalidade para as pessoas.

É em função deles que ficamos irritadiços, depressivos e ansiosos.

Como saber, quando nada e nem ninguém pode nos ajudar sobre isso? É de cada um.

Ninguém é atravessado igual pelos mesmos fenômenos. Portanto, se existe alguma possibilidade de sabermos existir, é pelo enfrentamento disso que somos e tanto negamos.

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